a teimosia eterna das ondas

Chegam duras e pesadas ou altas e suaves.
Surgem pequenas, engordam e crescem. Correm desvairadas.
Levam, quando delicadas, conchas e cacos em redemoinho.
Quando impetuosas, colares, pedras, barcos, braços, pernas e moças.
Quebram, sucumbindo diante o próprio peso: Dobram.
Seguem plácidas. Lambem, em circunferência, a areia seca e voltam.
Reprimidas, voltam ao mar, pai que as recolhe como roupas de volta ao cesto.
Incansáveis, correm, em léguas, grandes distâncias.
Não caminham reto, seguem num eterno vem-e-vai, que atrai e devolve.
Espumam como um sabão. Lavam a pele.

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Sobre Isaac de Moraes

Procurando por algo, continua incessante Sem saber o que seja, continua incompreendido Mesmo decidido segue errante
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