batunel

Um silêncio. Todos agachados e com arpões a segurar com a mão.
Reverbera na camada fina de gelo um canto. Eis que de longe, com o pouco sol, é visto um grupo dos fantasmas, vultos, animais de gelo a seguirem na direção dos caçadores, submersos na água gelada.

A picareta escorrega e se aprofunda num buraco enorme, seus tilintares ficam cada vez mais distantes. Os olhos procuram enxergar um pouco daquilo, mas é só escuridão. A lanterna do capacete falha e apaga. A posição de cócoras força os joelhos e o teto parece espremer a vida.

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Sobre Isaac de Moraes

Procurando por algo, continua incessante Sem saber o que seja, continua incompreendido Mesmo decidido segue errante
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