la femme

Atravessou a rua no meio da chuva e molhou o pollover de lã, as sandálias de palha. Os pelos do braço guardavam as gotas d’água menores enquanto as mais pesadas escoriam o pescoço atravessando o busto e a blusa fina, sem mangas, até o furo do umbigo, pousando materna.

Entre tanta chuva um toldo protetor de meninas vulneráveis.

Devota de novamente correu pra chuva, que lhe percorria as curvas, saltou as poças do asfalto a lebre marrom! Os cabelos iam algas verdes revoltos, com pingos de peixes emaranhados, incolores.

Enfim chegou, exausta de correr, com suor e água, um pássaro, Tiê Sangue solto da rede de um malfeitor.

Estava feita a dança.

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Sobre Isaac de Moraes

Procurando por algo, continua incessante Sem saber o que seja, continua incompreendido Mesmo decidido segue errante
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