Um dia, um vento veio de longe atravessando ruas vazias.
Rasgando o espaço entre as sarjetas, enchendo as calçadas uivantemente calmo.
Flutuando, pulou o portão sem freio e invadiu a janela desnuda com um sincero frio sereno.
Aconchegou-se no edredom. Entre as pernas do homem. Nos vãos dos armários e no piso estático.
Voltou a se agitar quando um vento irmão, particularmente igual, se mostrou na janela.
Como dois corpos não ocupam o mesmo amor, diz uma lei que se aplica, saiu por onde entrou.
Apressado, se esfregou nas folhas da laranjeira e na estrutura oca do mensageiro-dos-ventos, deixando um rastro sonoro de conforto.
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- é mormon esse @feliple neto? 6 hours ago
- devia ter uma cordinha pra puxar aqueles emails que vc se arrependeu de ter mandado 8 hours ago
- HAHA http://t.co/aNRFIFDZ 9 hours ago
- respondo com flwwwwww e saio andando 10 hours ago
- chovendo graninzo 10 hours ago
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